O olho rútilo e a baba elástica e bovina do crioulo gritando a plenos pulmões: MENGO!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Série "Me Engana que Eu Gosto"

Me engana que eu gosto I

Ok! Contrataram o Adriano e, dizem, vai sair quase de graça...

Custo a acreditar, mas realmente colocar um jogador que esteve prestes a abandonar o futebol no Flamengo, não deve mesmo ter custado tanto. O talento de Adriano é inquestionável: lembro que ele saiu justamente na mal fadada troca que trouxe o Vampeta... Puta merda!!!

Mas cheguei a ouvir uns e outros dizerem assim: "esse cara é um bonde"... Depois, essas mesmas viúvas choraram o defunto quando ele arrebentou, primeiro na Copa América e, depois, na Copa das Confederações.

O único e sério probleminha é que Adriano é um jogador que depende muito de seu estado físico para brilhar. Diferente de Ronaldo, por exemplo, que tem muito mais recursos técnicos, daí o seu sucesso na Espanha e relativo fracasso em suas passagens pela Itália (a primeira na mesma Inter de Milão de Adriano, foi boa, mas marcada pelas primeiras contusões). Adriano tem certas limitações, não tem a técnica de Ronaldo (e nem de um Romário, por exemplo), tem uma perna direita que é mais ou menos como as minhas duas: absolutamente nula. Sua esquerda, no entanto, é impressionante. Daí a grande virtude de Adriano, saber com o seu físico que tem e com alguma habilidade(é claro que ele tem infinitamente mais recursos que um Josiel, por exemplo, com todo respeito) colocar a bola a feição de sua mortífera canhota. Sabe se posicionar entre zagas fortes e ganhar dos zagueiros. Daí o sucesso de Adriano no futebol italiano, notabilizado pela capacidade de defender. Ser um atacante de suecesso na Itália não é fácil. Adriano logrou fazer isso.

Em três meses, dizem, ele estará com 100% de sua forma física. Acho ótimo... O problema é que o ataque do Flamengo tem problemas para serem resolvidos anteontem... O Adriano fora de forma é melhor que Obina, Josiel e Emerson juntos? Não sei... Pode ser... Mas e se não for?

Impaciência da torcida, reclamações e jejum do nosso ataque... Sei não... Mas baixou o espírito do meu amigo Jão Marcelo... O Jão é o cara mais pessimista do mundo. Ele não fica feliz quando vence: sente alívio... Aliás, vou falar de nossa conversa sobre o Tri e a hegemonia carioca na próxima postagem. Mas o espírito do Jão me diz o seguinte, "olha Negão, se o Adriano não der certo em um mês, você conhece a nossa torcida, a galera vai ficar impaciente e aí todo esse amor pelo Imperador e do Imperador com o Fla, a lua de mel acaba e o casamento fica uma bosta, como em "A nível de" de João Bosco e Aldyr Blanc...

Aí depois vai ser aquilo que a gente já tá cansado de ver...

Vamos torcer. A torcida tem que abraçar o Imperador, e este tem que pôr sua cabeça no lugar e, principalmente, corresponder ao amor passional deste torcida, como fez Ronaldo no Corinthians.

Me engana que eu gosto II

Ok... Só pode ser brincadeira de péssimo gosto falar em Ronaldinho Gaúcho no Fla.

Não que eu não queira. Se pudesse trazia logo os dois: Kaká, Ronaldinho Gaúcho e o Seedorf, que dizem que sempre quis jogar no Fla.

Mas é uma total incoerência... Convenhamos...

O clube mal tem dinheiro para pagar salários, vende o almoço pra comprar a janta. Deve ter como certas as saídas de Bruno, Léo Moura e Juan na janela do meio do ano. Isso se não aparecerem uns árabes oferecendo um caminhão de dinheiro para levar o "Magro de Aço" Angelim, que também ia querer, com toda justiça, aproveitar para fazer seu pézinho de meia aos trinta e tantos anos e o Kléberson, que cansado de salários atrasados, vai querem ir para a Ucrãnia receber um mundo de dinheiro... E por fim, não tem nem os tais 4 milhões de reais para comprar o Íbson, nem para renovar o empréstimo do Jônatas...

Então, vamos deixar de palhaçadinha e falar sério...

Qual será o time do Flamengo no Brasileirão?

Ao invés de falar contratações mirabolantes, o trabalho deveria ser esse: garantir a manutenção do elenco...

O resto é "Me engana que eu gosto".

Abraços

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Felicidades e Sucesso na vida Fábio Luciano!




"Quem trabalha no Flamengo já é abençoado. Vejo a alegria do Barata, do Babão, do Klebinho, os roupeiros (chora e para)... todo mundo que veste essa camisa seja no campo ou fora dele tem que agradecer. É bom demais." Fábio Luciano, capitão do Tricampeonato do Flamengo, em sua entrevista de despedida do futebol


Lendo a entrevista e depois vendo o vídeo, dá realmente ver o respeito que este jogador desenvolveu pela torcida e pelo Clube de Regatas do Flamengo. No entanto, não pude esquecer as declarações dadas pelo médio volante Vampeta em sua passagem pelo Flamengo:

"Eles fingem que me pagam, e eu finjo que jogo futebol"


É claro que não dá para falar de profissionalismo, em se tratando dos dirigentes do Flamengo, pois isso, salvo algumas exceções, passa bem longe da Gávea. Mas as palavras de Vampeta revelam não o amadorismo dos dirigentes, não só do Flamengo, mas do futebol de uma maneira geral
no Brasil, revelam uma outra coisa mais profunda, que diz respeito ao caráter e à dignidade de uma pessoa.

Fábio Luciano não foi criado no Flamengo, pelo contrário, chegou pronto, maduro para vestir a camisa do clube num momento difícil: uma eliminação bisonha da Copa Libertadores de 2007, (não menos bisonha que a de 2008, é verdade) o time na zona de rebaixamento, os salários em atraso, o futebol do Flamengo em crise. Mas Fábio Luciano entendeu de cara o que significa vestir esta camisa. Qual a importância que a torcida dá ao jogador que veste esta camisa. Curiosamente, Vampeta e Fábio Luciano jogaram também no Corinthians, e conhecem bem como são torcidas apaixonadas de clubes de massa como são Flamengo e Corinthians. Mas Vampeta nunca entendeu o que é jogar no Flamengo.

Um rápido corte e vamos para a cena da seleção sendo recebida no Palácio do Planalto pelo Presidente da República após a conquista da Copa do Mundo de 2002. Vampeta protagoniza uma cena bizarra, engraçada: com uma bandeira do Brasil amarrada no pescoço, como uma capa de super-herói, Vampeta dá um cambalhota na rampa do Planalto. Molecagem? Sim, engraçado, nada protocolar, uma anarquizada no poder... Legal...

Agora juntando a frase de Vampeta com seu comportamento na circusnstância acima descrita... Podemos aí tirar uma linha, não?

Vampeta é um moleque. Não sabe o que é respeito, não sabe o que é o Flamengo, aliás, não sabe o que é nada.

Ele pode até ser um bom sujeito, uma cara legal... Não sei, ele não é meu amigo... Mas ele nunca foi um bom profissional. Se não está satisfeito, faça greve, se organize, não jogue. Mas dizer aquilo mostra que a despeito de ter sido um bom jogador (é justo reconhecer) não era um bom profissional. Dizer aquilo demonstra desrespeito pelos colegas, pelos torcedores pelo futebol.

Fábio Luciano, ao contrário, que pode nem ser um bom sujeito ou um cara legal (o que eu duvido)... Ele também não é meu amigo, mas não apenas pelo que fez no Flamengo, mas pelas suas demonstrações de caráter e de profissionalismo, eu bem gostaria que fosse. E o bom profissional não precisa beijar o escudo do time para mostrar seu respeito e seu amor. Basta honrar o uniforme que veste.

Desde que me entendo por gente e acompanho futebol, o Flamengo teve três capitães que considero não apenas grandes líderes, mas excepcionais jogadores de futebol: Paulo César Carpeggiani, capitão do terceiro tricampeonato do clube e do primeiro título nacional do Flamengo; Leovegildo Lins da Gama Júnior, capitão do quinto título nacional do Flamengo e Zico, o (meu) eterno capitão do Flamengo. Todos os três foram exemplos como líderes e capitães do time, como jogadores e como pessoas que deram seu amor e seu brilho ao Flamengo.

Faço aqui uma homenagem e uma concessão a Fábio Luciano que em dois anos vestindo o uniforme do Clube de Regatas do Flamengo conseguiu se juntar a estrelas de brilho tão intenso quanto estes três grandes jogadores. Lamento sua despedida pois o futebol precisa de homens como você, dignos, respeitáveis, bons profissionais. Segue teu caminho e vai ser aquilo que mais desejas: ser um bom pai e bom marido, pelo menos melhor do que já é. Boa sorte e sucesso, pois te vais deixando saudades.

Abraços

domingo, 3 de maio de 2009

Quem voa mais alto é o Urubu!!!



P... C... Vai tomar no c... Que manda nessa p... é a torcida do Urubu!!!

Desculpem-me o desabafo... Mas eu não queria contar o final do filme...

Ao mestre Cuca, com carinho!!!

Discorri aqui sobre as fitas em série, aquelas antigas que o cinema estadunidense recuperou com filmes de Indiana Jones, "De volta para o futuro" e a melhor de todas, a primeira trilogia "Star Wars"... Aliás, foi esta mesmo que forneceu o melhor exemplo do que seriam as finais do Campeonato Estadual de 2009.

Minha amiga botafoguense, a atriz Isabel Pacheco, que ficou hornada com a homenagem de ser citada neste blog, ela mesmo me revelara não estava muito confiante. Como boa botafoguense, mantinha seu pessimismo, afinal, todo botafoguense tem certo pessimismo que diz sempre a eles: "olha, se alguma coisa pode dar errado, é porque vai dar". Superstições a parte, a semana já começou complicada para o lado deles: os dois principais jogadores do time, o meia atacante Maicosuel (começo a entender esse estranho nome, acho que é uma espécie de corruptela de Maxwell) e o atacante Reinaldo machucaram-se no último jogo. O Flamengo, no entanto, tinha também suas pedreiras para quebrar pelo caminho: um jogo escamado contra o Fortaleza em Volta Redonda no meio da semana. Alguns botafoguenses daqui chegaram a me dizer que se o Fla não ganhasse o Estadual, ia começar a descer a ladeira: perder o Estadual, eliminação na Copa do Brasil, o Adriano não ia assinar, etc.

Na verdade, esse monte de baboseiras ditas por alguns adversários me fizeram lembrar aquela história que contei no começo...

O Flamengo começou o Estadual como franco favorito, é verdade. Havia mantido a base da equipe de 2008, boa parte dos jogadores já estava no time, alguns há mais de quatro anos jogando juntos (um fenômeno no futebol: brasileiro uma equipe que tem sete jogadores que participaram das três conquistas consecutivas, em que pese a desorganização do futebol do Flamengo), um time "quase" montado, um técnico novo, motivado em busca de sua afirmação. Diferente dos demais adversários (não digo "rivais" porque nos últimos 14 anos não temos tido "rivais" em terras cariocas), que tiveram que praticamente montar equipes novas, alguns deles tendo que se reinventar das cinzas do último ano (o ex-vice e "rival" Vasco), outro cheio de dinheiro e mega-contratações de seu superpatrocinador não ganha título algum (que eles tentam comparar com a finada parceria com a Petrobrás - que rendeu ao Flamengo ao longo de 25 anos um título continental, quatro títulos nacionais e dez títulos estaduais) e o terceiro, com os dois últimos campeonatos atravessados na garganta.

Ao longo do campeonato, como todo herói, o nosso Urubu conheceu o inferno...

Sim, fomos ao inferno e lá vimos arder todas as nossas esperanças. Meu velho amigo João, um dos meus mais queridos amigos rubro-negros, mas com alma de botafoguense, curtida no mais terrível pessimismo, já de cara achava que o Cuca, além de não ter acertado ainda o time (e realmente acho que ele ainda não achou o ponto certo, que dê a regularidade necessária ao time), de seu destempero e despreparo, não era um vencedor e, ainda por cima, pé-frio. O mesmo disse Digão, meu livreiro da Folha Seca, que o Cuca não era técnico para o Fla, e que seus pés teriam vindo do extremo sul dos desertos da Patagônia.

Eu disse a ambos os dois que achava que o Cuca precisava era exatamente isso: encontrar-se com uma força vencedora como o Flamengo. Veja bem, embora adore meu amigo João, seu pessimismo não combina muito com ser Flamengo. Este cai muito bem na minha querida Isabel. Já o Digão é um daqueles flamengos como eu, mas tem as suas implicâncias, e quando cisma com um técnico ou jogador, o cara pode ser o Pelé, que não adianta... "Se fosse o Zico, ainda vá lá..." , responderia Digão, com um racionalismo cartesiano de fazer inveja ao próprio Descartes. Aliás, Digão distribuiu um belo presente no ano passado aos seus amigos: uma foto do Nelson Rodrigues, numa entrevista com o Zico, para a finada Manchete Esportiva, vestindo o Manto Rubro Negro - prova de inteligência do cronista que serve de inspiração e que forneceu o nome para este blog.

Mas nem de longe começara o nosso inferno. Seria exatamente no sábado de carnaval que as nossas fantasias seriam queimadas e algumas máscaras cairiam...

Porém, queria aqui fazer uma observação que faça justiça ao Cuca.

Os dois jogos mais marcantes desta temporada, as duas derrotas do time foram marcadas por dois jogos com arbitragens atípicas. O jogo contra o Resende, apesar do time não ter jogado bem, e mesmo com dois jogadores a menos ter perdido um caminhão de gols, foi marcado por duas expulsões polêmicas: a de Aírton, num penalti mal marcado e a de Fábio Luciano numa palhaçada provocada pelo árbitro da partida. Isso não é desculpa para a derrota, mas revela um sinal interessante sobre este jogo. O Flamengo não perdeu para o Resende, não fez corpo mole com os salários (eternamente) atrasados, o Flamengo perdeu para os seus próprios nervos. Com dois jogadores a menos, atrás no placar, o Flamengo perdeu para os seus nervos.

Contra o Vasco, deu-se a mesma coisa. O time passou a jogar melhor com um jogador a menos e teve a chance de abrir o placar (eis o grave problema que temos hoje na Gávea: o gol é um detalhe, mas que faz uma tremenda falta!!! - que venha o Imperador!!!). Não abriu e tomou o primeiro gol. Se reequilibrou, e o Vasco teve a bizarra expulsão de seu principal jogador, Carlos Alberto, o empate parecia que ia chegar. Eis que o juiz expulsa de maneira não menos bizarra o Léo Moura (ok, foi um carrinho por trás, etc, etc, etc), pois em lances parecidos na partida o juiz não agiu com o mesmo rigor. Arbitragem confusa, resultado: derrota do Flamengo.

Não estou responsabilizando as arbitragens pelas derrotas, pelo contrário. Era a cuca do Fla que não andava legal, foi a falta de cuca, o desequilíbrio emocional que trouxe as derrotas. E o time é o reflexo da cuca de seu treinador Cuca. Perdoem os trocadilhos, mas o Flamengo só perderia este campeonato para si mesmo. É tal a nossa hegemonia em terras cariocas que equilibrado e com os nervos no lugar, o Flamengo se torna imbatível.

Foi assim na semifinal com o time do superpatrocínioquenãoganhanada. Convenhamos, o Parreira é um bom estrategista? Hum... Sim... É... Né?

Mas ele precisa rever as suas idéias e conceitos. Seu sistema de jogo, ao invés de dar liberdade para os meias criativos de que o Fluminense dispõe, amarra e constrange estes jogadores que se tornam escravos do esquema. Eis o que aconteceu na Copa do Mundo de 2006: Parreira sufocou um dos melhores volantes do futebol mundial, Juninho Pernambucano, condenando-o ao banco. Não podia soltar seus laterais que não tinham mais fôlego e força física para atacar. E matou seus dois meias e mais criativos jogadores, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, com aquele jogo de "cerca lourenço" com toques laterais.

Enquanto nosso mestre Cuca capricha nos temperos e arma um meio campo com quatro volantes que atuam atrás e na frente com toda a liberdade: dois cães de guarda, Aírton e Willians, dois jogadores que sabem marcar e sair jogando: Ibson e Kleberson. Falta ao Flamengo "aquele" camisa 10? É verdade... Imaginem que no melhor dos mundos o meio campo do Fla seria Jônatas, Íbson, Kleberson, Renato Augusto e Erick Flores... Com o Adriano na frente fixo, e os laterais subindo como jogam no Fla, seria um time irresistível... Mas vamos que vamos: não tem tu, vai tu mesmo... O fato é que o Fla de Cuca deu um nó no Flu do Parreira e não aplicou uma goleada histórica por total incompetência de nosso ataque (olha a responsabilidade do Imperador). Mas a Cuca do nosso treinador ainda tinha outros coelhos para tirar da cartola...

Por mais que se diga um monte de bobagens sobre a final da Taça Rio, posto que a Globo já tinha audiência garantida para as finais do Paulista com Ronaldo, a verdade é essa e que essa história de "dar mais renda" não existe quando falamos da torcida do Flamengo. A gente enche mesmo o Maracanã sozinho, fazer o quê se as outras torcidas não vão? Então, esse papo de renda, basta botar o Flamengo jogando com o Flamengo, que o Maraca vai lotar. É preciso parar com essa palhaçada, pois houve um tempo que só a torcida do Vasco tentava rivalizar com a nossa no anel do Maraca. Hoje em dia, acho que desistiram, pois nem eles mais...

Então, os botafoguenses vinham com a conversa de que "agora é para valer", que "naquele jogo o Botafogo não entrou em campo"... Ora diabo, era uma ilusão de ótica ou aquele time de preto e branco eram os reservas do Flamengo? E como eu disse antes, ali tinha jogador que perdeu para o Fla nos dois últimos anos, será que os caras não têm sangue? Eles não iam entrar em campo com tudo para acabar de vez com essa história de vice? Desculpe, mas se você tem a chance de matar um bicho feroz e deixa ele viver, é porque você quer ser comido por ele...

E o Urubu é um bicho feroz!!!

Essa ave de rapina cruel e mortífera não dá chance à sua presa. Não sei se foram as mudanças climáticas planetárias, se foram as mudanças na cadeia alimentar, o Urubu se tornou um predador cruel que não perdoa suas presas. Azar de quem imagina que o Urubu vai dar moleza. Já basta o que aconteceu no ano passado. Aquilo foi além das medidas. O Urubu está de volta e não vai dar mais moleza. Já conquistou em definitivo o Estado do Rio de Janeiro, ruma para a conquista nacional. Depois, destronara o condor dos céus das Américas, para enfim derrubar a águia americana e se tornar o maior predador planetário. Guardem estas palavras e depois não digam que eu não avisei.

Mas o Botafogo teve a sua terceira chance. Irão dizer alguns que o time do Capitão Severiano (sim ele foi rebaixado desde que se passou de General Severiano a Marechal Hermes e nunca mais voltou a ser o mesmo) merecia este título pelo "belo futebol que praticou ao longo da competição"... Peraí... Quem foi a equipe que terminou a competição com o maior número de pontos ganhos? Não foi o Flamengo? Apenas o Vasco fez um campanha que rivalizaria com a nossa... Mas enfim, eles precisam se apegar a alguma coisa, dizer qualquer coisa para justificar a sua eterna fama de coitados, de sofredores... Essa sofrência alvinegra me cansa...

E fomos, mais uma vez para os penaltis. Como em 2007, que eles ficam chorando uma suposta "roubalheira"... Pombas, os caras erram os penaltis e foi o juiz quem roubou???

Mais uma vez o anjo da guarda rubro-negro, o super Bruno, pegou três penaltis. Um deles numa defesa extraordinária no tempo normal.

Os caras estavam tão desesperados para entregar este título para o Fla, que ao longo destes jogos fizeram três gols contra: dois de Emerson e um de Alessandro (a bola bate nele no chute do Kleberson). E ficam dizendo que mereceram? Mereceram o quê? Tirar o lugar de vice do Vasco, isso foi o que eles mereceram.

Então, muito obrigado a todos os nossos clientes por mais uma vez nos conceder a preferência.

Eu sou Penta Tri com muito orgulho!

Abraços a todos...

P.S.: Paradoxo ou superstição, durante as três finais deste Tricampeonato me encontrava em terra haitianas. Se há uma boa lembrança que levo do Haiti, estas são muitas, uma das mais fortes será este tricampeonato curtido neste auto-exílio profissional.

P.S. 2: "O mal do boi é pensar que o Urubu está morto!!!"