

P... C... Vai tomar no c... Que manda nessa p... é a torcida do Urubu!!!
Desculpem-me o desabafo... Mas eu não queria contar o final do filme...
Ao mestre Cuca, com carinho!!!
Discorri aqui sobre as fitas em série, aquelas antigas que o cinema estadunidense recuperou com filmes de Indiana Jones, "De volta para o futuro" e a melhor de todas, a primeira trilogia "Star Wars"... Aliás, foi esta mesmo que forneceu o melhor exemplo do que seriam as finais do Campeonato Estadual de 2009.
Minha amiga botafoguense, a atriz Isabel Pacheco, que ficou hornada com a homenagem de ser citada neste blog, ela mesmo me revelara não estava muito confiante. Como boa botafoguense, mantinha seu pessimismo, afinal, todo botafoguense tem certo pessimismo que diz sempre a eles: "olha, se alguma coisa pode dar errado, é porque vai dar". Superstições a parte, a semana já começou complicada para o lado deles: os dois principais jogadores do time, o meia atacante Maicosuel (começo a entender esse estranho nome, acho que é uma espécie de corruptela de Maxwell) e o atacante Reinaldo machucaram-se no último jogo. O Flamengo, no entanto, tinha também suas pedreiras para quebrar pelo caminho: um jogo escamado contra o Fortaleza em Volta Redonda no meio da semana. Alguns botafoguenses daqui chegaram a me dizer que se o Fla não ganhasse o Estadual, ia começar a descer a ladeira: perder o Estadual, eliminação na Copa do Brasil, o Adriano não ia assinar, etc.
Na verdade, esse monte de baboseiras ditas por alguns adversários me fizeram lembrar aquela história que contei no começo...
O Flamengo começou o Estadual como franco favorito, é verdade. Havia mantido a base da equipe de 2008, boa parte dos jogadores já estava no time, alguns há mais de quatro anos jogando juntos (um fenômeno no futebol: brasileiro uma equipe que tem sete jogadores que participaram das três conquistas consecutivas, em que pese a desorganização do futebol do Flamengo), um time "quase" montado, um técnico novo, motivado em busca de sua afirmação. Diferente dos demais adversários (não digo "rivais" porque nos últimos 14 anos não temos tido "rivais" em terras cariocas), que tiveram que praticamente montar equipes novas, alguns deles tendo que se reinventar das cinzas do último ano (o ex-vice e "rival" Vasco), outro cheio de dinheiro e mega-contratações de seu superpatrocinador não ganha título algum (que eles tentam comparar com a finada parceria com a Petrobrás - que rendeu ao Flamengo ao longo de 25 anos um título continental, quatro títulos nacionais e dez títulos estaduais) e o terceiro, com os dois últimos campeonatos atravessados na garganta.
Ao longo do campeonato, como todo herói, o nosso Urubu conheceu o inferno...
Sim, fomos ao inferno e lá vimos arder todas as nossas esperanças. Meu velho amigo João, um dos meus mais queridos amigos rubro-negros, mas com alma de botafoguense, curtida no mais terrível pessimismo, já de cara achava que o Cuca, além de não ter acertado ainda o time (e realmente acho que ele ainda não achou o ponto certo, que dê a regularidade necessária ao time), de seu destempero e despreparo, não era um vencedor e, ainda por cima, pé-frio. O mesmo disse Digão, meu livreiro da Folha Seca, que o Cuca não era técnico para o Fla, e que seus pés teriam vindo do extremo sul dos desertos da Patagônia.
Eu disse a ambos os dois que achava que o Cuca precisava era exatamente isso: encontrar-se com uma força vencedora como o Flamengo. Veja bem, embora adore meu amigo João, seu pessimismo não combina muito com ser Flamengo. Este cai muito bem na minha querida Isabel. Já o Digão é um daqueles flamengos como eu, mas tem as suas implicâncias, e quando cisma com um técnico ou jogador, o cara pode ser o Pelé, que não adianta... "Se fosse o Zico, ainda vá lá..." , responderia Digão, com um racionalismo cartesiano de fazer inveja ao próprio Descartes. Aliás, Digão distribuiu um belo presente no ano passado aos seus amigos: uma foto do Nelson Rodrigues, numa entrevista com o Zico, para a finada Manchete Esportiva, vestindo o Manto Rubro Negro - prova de inteligência do cronista que serve de inspiração e que forneceu o nome para este blog.
Mas nem de longe começara o nosso inferno. Seria exatamente no sábado de carnaval que as nossas fantasias seriam queimadas e algumas máscaras cairiam...
Porém, queria aqui fazer uma observação que faça justiça ao Cuca.
Os dois jogos mais marcantes desta temporada, as duas derrotas do time foram marcadas por dois jogos com arbitragens atípicas. O jogo contra o Resende, apesar do time não ter jogado bem, e mesmo com dois jogadores a menos ter perdido um caminhão de gols, foi marcado por duas expulsões polêmicas: a de Aírton, num penalti mal marcado e a de Fábio Luciano numa palhaçada provocada pelo árbitro da partida. Isso não é desculpa para a derrota, mas revela um sinal interessante sobre este jogo. O Flamengo não perdeu para o Resende, não fez corpo mole com os salários (eternamente) atrasados, o Flamengo perdeu para os seus próprios nervos. Com dois jogadores a menos, atrás no placar, o Flamengo perdeu para os seus nervos.
Contra o Vasco, deu-se a mesma coisa. O time passou a jogar melhor com um jogador a menos e teve a chance de abrir o placar (eis o grave problema que temos hoje na Gávea: o gol é um detalhe, mas que faz uma tremenda falta!!! - que venha o Imperador!!!). Não abriu e tomou o primeiro gol. Se reequilibrou, e o Vasco teve a bizarra expulsão de seu principal jogador, Carlos Alberto, o empate parecia que ia chegar. Eis que o juiz expulsa de maneira não menos bizarra o Léo Moura (ok, foi um carrinho por trás, etc, etc, etc), pois em lances parecidos na partida o juiz não agiu com o mesmo rigor. Arbitragem confusa, resultado: derrota do Flamengo.
Não estou responsabilizando as arbitragens pelas derrotas, pelo contrário. Era a cuca do Fla que não andava legal, foi a falta de cuca, o desequilíbrio emocional que trouxe as derrotas. E o time é o reflexo da cuca de seu treinador Cuca. Perdoem os trocadilhos, mas o Flamengo só perderia este campeonato para si mesmo. É tal a nossa hegemonia em terras cariocas que equilibrado e com os nervos no lugar, o Flamengo se torna imbatível.
Foi assim na semifinal com o time do superpatrocínioquenãoganhanada. Convenhamos, o Parreira é um bom estrategista? Hum... Sim... É... Né?
Mas ele precisa rever as suas idéias e conceitos. Seu sistema de jogo, ao invés de dar liberdade para os meias criativos de que o Fluminense dispõe, amarra e constrange estes jogadores que se tornam escravos do esquema. Eis o que aconteceu na Copa do Mundo de 2006: Parreira sufocou um dos melhores volantes do futebol mundial, Juninho Pernambucano, condenando-o ao banco. Não podia soltar seus laterais que não tinham mais fôlego e força física para atacar. E matou seus dois meias e mais criativos jogadores, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, com aquele jogo de "cerca lourenço" com toques laterais.
Enquanto nosso mestre Cuca capricha nos temperos e arma um meio campo com quatro volantes que atuam atrás e na frente com toda a liberdade: dois cães de guarda, Aírton e Willians, dois jogadores que sabem marcar e sair jogando: Ibson e Kleberson. Falta ao Flamengo "aquele" camisa 10? É verdade... Imaginem que no melhor dos mundos o meio campo do Fla seria Jônatas, Íbson, Kleberson, Renato Augusto e Erick Flores... Com o Adriano na frente fixo, e os laterais subindo como jogam no Fla, seria um time irresistível... Mas vamos que vamos: não tem tu, vai tu mesmo... O fato é que o Fla de Cuca deu um nó no Flu do Parreira e não aplicou uma goleada histórica por total incompetência de nosso ataque (olha a responsabilidade do Imperador). Mas a Cuca do nosso treinador ainda tinha outros coelhos para tirar da cartola...
Por mais que se diga um monte de bobagens sobre a final da Taça Rio, posto que a Globo já tinha audiência garantida para as finais do Paulista com Ronaldo, a verdade é essa e que essa história de "dar mais renda" não existe quando falamos da torcida do Flamengo. A gente enche mesmo o Maracanã sozinho, fazer o quê se as outras torcidas não vão? Então, esse papo de renda, basta botar o Flamengo jogando com o Flamengo, que o Maraca vai lotar. É preciso parar com essa palhaçada, pois houve um tempo que só a torcida do Vasco tentava rivalizar com a nossa no anel do Maraca. Hoje em dia, acho que desistiram, pois nem eles mais...
Então, os botafoguenses vinham com a conversa de que "agora é para valer", que "naquele jogo o Botafogo não entrou em campo"... Ora diabo, era uma ilusão de ótica ou aquele time de preto e branco eram os reservas do Flamengo? E como eu disse antes, ali tinha jogador que perdeu para o Fla nos dois últimos anos, será que os caras não têm sangue? Eles não iam entrar em campo com tudo para acabar de vez com essa história de vice? Desculpe, mas se você tem a chance de matar um bicho feroz e deixa ele viver, é porque você quer ser comido por ele...
E o Urubu é um bicho feroz!!!
Essa ave de rapina cruel e mortífera não dá chance à sua presa. Não sei se foram as mudanças climáticas planetárias, se foram as mudanças na cadeia alimentar, o Urubu se tornou um predador cruel que não perdoa suas presas. Azar de quem imagina que o Urubu vai dar moleza. Já basta o que aconteceu no ano passado. Aquilo foi além das medidas. O Urubu está de volta e não vai dar mais moleza. Já conquistou em definitivo o Estado do Rio de Janeiro, ruma para a conquista nacional. Depois, destronara o condor dos céus das Américas, para enfim derrubar a águia americana e se tornar o maior predador planetário. Guardem estas palavras e depois não digam que eu não avisei.
Mas o Botafogo teve a sua terceira chance. Irão dizer alguns que o time do Capitão Severiano (sim ele foi rebaixado desde que se passou de General Severiano a Marechal Hermes e nunca mais voltou a ser o mesmo) merecia este título pelo "belo futebol que praticou ao longo da competição"... Peraí... Quem foi a equipe que terminou a competição com o maior número de pontos ganhos? Não foi o Flamengo? Apenas o Vasco fez um campanha que rivalizaria com a nossa... Mas enfim, eles precisam se apegar a alguma coisa, dizer qualquer coisa para justificar a sua eterna fama de coitados, de sofredores... Essa sofrência alvinegra me cansa...
E fomos, mais uma vez para os penaltis. Como em 2007, que eles ficam chorando uma suposta "roubalheira"... Pombas, os caras erram os penaltis e foi o juiz quem roubou???
Mais uma vez o anjo da guarda rubro-negro, o super Bruno, pegou três penaltis. Um deles numa defesa extraordinária no tempo normal.
Os caras estavam tão desesperados para entregar este título para o Fla, que ao longo destes jogos fizeram três gols contra: dois de Emerson e um de Alessandro (a bola bate nele no chute do Kleberson). E ficam dizendo que mereceram? Mereceram o quê? Tirar o lugar de vice do Vasco, isso foi o que eles mereceram.
Então, muito obrigado a todos os nossos clientes por mais uma vez nos conceder a preferência.
Eu sou Penta Tri com muito orgulho!
Abraços a todos...
P.S.: Paradoxo ou superstição, durante as três finais deste Tricampeonato me encontrava em terra haitianas. Se há uma boa lembrança que levo do Haiti, estas são muitas, uma das mais fortes será este tricampeonato curtido neste auto-exílio profissional.
P.S. 2: "O mal do boi é pensar que o Urubu está morto!!!"
Minha amiga botafoguense, a atriz Isabel Pacheco, que ficou hornada com a homenagem de ser citada neste blog, ela mesmo me revelara não estava muito confiante. Como boa botafoguense, mantinha seu pessimismo, afinal, todo botafoguense tem certo pessimismo que diz sempre a eles: "olha, se alguma coisa pode dar errado, é porque vai dar". Superstições a parte, a semana já começou complicada para o lado deles: os dois principais jogadores do time, o meia atacante Maicosuel (começo a entender esse estranho nome, acho que é uma espécie de corruptela de Maxwell) e o atacante Reinaldo machucaram-se no último jogo. O Flamengo, no entanto, tinha também suas pedreiras para quebrar pelo caminho: um jogo escamado contra o Fortaleza em Volta Redonda no meio da semana. Alguns botafoguenses daqui chegaram a me dizer que se o Fla não ganhasse o Estadual, ia começar a descer a ladeira: perder o Estadual, eliminação na Copa do Brasil, o Adriano não ia assinar, etc.
Na verdade, esse monte de baboseiras ditas por alguns adversários me fizeram lembrar aquela história que contei no começo...
O Flamengo começou o Estadual como franco favorito, é verdade. Havia mantido a base da equipe de 2008, boa parte dos jogadores já estava no time, alguns há mais de quatro anos jogando juntos (um fenômeno no futebol: brasileiro uma equipe que tem sete jogadores que participaram das três conquistas consecutivas, em que pese a desorganização do futebol do Flamengo), um time "quase" montado, um técnico novo, motivado em busca de sua afirmação. Diferente dos demais adversários (não digo "rivais" porque nos últimos 14 anos não temos tido "rivais" em terras cariocas), que tiveram que praticamente montar equipes novas, alguns deles tendo que se reinventar das cinzas do último ano (o ex-vice e "rival" Vasco), outro cheio de dinheiro e mega-contratações de seu superpatrocinador não ganha título algum (que eles tentam comparar com a finada parceria com a Petrobrás - que rendeu ao Flamengo ao longo de 25 anos um título continental, quatro títulos nacionais e dez títulos estaduais) e o terceiro, com os dois últimos campeonatos atravessados na garganta.
Ao longo do campeonato, como todo herói, o nosso Urubu conheceu o inferno...
Sim, fomos ao inferno e lá vimos arder todas as nossas esperanças. Meu velho amigo João, um dos meus mais queridos amigos rubro-negros, mas com alma de botafoguense, curtida no mais terrível pessimismo, já de cara achava que o Cuca, além de não ter acertado ainda o time (e realmente acho que ele ainda não achou o ponto certo, que dê a regularidade necessária ao time), de seu destempero e despreparo, não era um vencedor e, ainda por cima, pé-frio. O mesmo disse Digão, meu livreiro da Folha Seca, que o Cuca não era técnico para o Fla, e que seus pés teriam vindo do extremo sul dos desertos da Patagônia.
Eu disse a ambos os dois que achava que o Cuca precisava era exatamente isso: encontrar-se com uma força vencedora como o Flamengo. Veja bem, embora adore meu amigo João, seu pessimismo não combina muito com ser Flamengo. Este cai muito bem na minha querida Isabel. Já o Digão é um daqueles flamengos como eu, mas tem as suas implicâncias, e quando cisma com um técnico ou jogador, o cara pode ser o Pelé, que não adianta... "Se fosse o Zico, ainda vá lá..." , responderia Digão, com um racionalismo cartesiano de fazer inveja ao próprio Descartes. Aliás, Digão distribuiu um belo presente no ano passado aos seus amigos: uma foto do Nelson Rodrigues, numa entrevista com o Zico, para a finada Manchete Esportiva, vestindo o Manto Rubro Negro - prova de inteligência do cronista que serve de inspiração e que forneceu o nome para este blog.
Mas nem de longe começara o nosso inferno. Seria exatamente no sábado de carnaval que as nossas fantasias seriam queimadas e algumas máscaras cairiam...
Porém, queria aqui fazer uma observação que faça justiça ao Cuca.
Os dois jogos mais marcantes desta temporada, as duas derrotas do time foram marcadas por dois jogos com arbitragens atípicas. O jogo contra o Resende, apesar do time não ter jogado bem, e mesmo com dois jogadores a menos ter perdido um caminhão de gols, foi marcado por duas expulsões polêmicas: a de Aírton, num penalti mal marcado e a de Fábio Luciano numa palhaçada provocada pelo árbitro da partida. Isso não é desculpa para a derrota, mas revela um sinal interessante sobre este jogo. O Flamengo não perdeu para o Resende, não fez corpo mole com os salários (eternamente) atrasados, o Flamengo perdeu para os seus próprios nervos. Com dois jogadores a menos, atrás no placar, o Flamengo perdeu para os seus nervos.
Contra o Vasco, deu-se a mesma coisa. O time passou a jogar melhor com um jogador a menos e teve a chance de abrir o placar (eis o grave problema que temos hoje na Gávea: o gol é um detalhe, mas que faz uma tremenda falta!!! - que venha o Imperador!!!). Não abriu e tomou o primeiro gol. Se reequilibrou, e o Vasco teve a bizarra expulsão de seu principal jogador, Carlos Alberto, o empate parecia que ia chegar. Eis que o juiz expulsa de maneira não menos bizarra o Léo Moura (ok, foi um carrinho por trás, etc, etc, etc), pois em lances parecidos na partida o juiz não agiu com o mesmo rigor. Arbitragem confusa, resultado: derrota do Flamengo.
Não estou responsabilizando as arbitragens pelas derrotas, pelo contrário. Era a cuca do Fla que não andava legal, foi a falta de cuca, o desequilíbrio emocional que trouxe as derrotas. E o time é o reflexo da cuca de seu treinador Cuca. Perdoem os trocadilhos, mas o Flamengo só perderia este campeonato para si mesmo. É tal a nossa hegemonia em terras cariocas que equilibrado e com os nervos no lugar, o Flamengo se torna imbatível.
Foi assim na semifinal com o time do superpatrocínioquenãoganhanada. Convenhamos, o Parreira é um bom estrategista? Hum... Sim... É... Né?
Mas ele precisa rever as suas idéias e conceitos. Seu sistema de jogo, ao invés de dar liberdade para os meias criativos de que o Fluminense dispõe, amarra e constrange estes jogadores que se tornam escravos do esquema. Eis o que aconteceu na Copa do Mundo de 2006: Parreira sufocou um dos melhores volantes do futebol mundial, Juninho Pernambucano, condenando-o ao banco. Não podia soltar seus laterais que não tinham mais fôlego e força física para atacar. E matou seus dois meias e mais criativos jogadores, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, com aquele jogo de "cerca lourenço" com toques laterais.
Enquanto nosso mestre Cuca capricha nos temperos e arma um meio campo com quatro volantes que atuam atrás e na frente com toda a liberdade: dois cães de guarda, Aírton e Willians, dois jogadores que sabem marcar e sair jogando: Ibson e Kleberson. Falta ao Flamengo "aquele" camisa 10? É verdade... Imaginem que no melhor dos mundos o meio campo do Fla seria Jônatas, Íbson, Kleberson, Renato Augusto e Erick Flores... Com o Adriano na frente fixo, e os laterais subindo como jogam no Fla, seria um time irresistível... Mas vamos que vamos: não tem tu, vai tu mesmo... O fato é que o Fla de Cuca deu um nó no Flu do Parreira e não aplicou uma goleada histórica por total incompetência de nosso ataque (olha a responsabilidade do Imperador). Mas a Cuca do nosso treinador ainda tinha outros coelhos para tirar da cartola...
Por mais que se diga um monte de bobagens sobre a final da Taça Rio, posto que a Globo já tinha audiência garantida para as finais do Paulista com Ronaldo, a verdade é essa e que essa história de "dar mais renda" não existe quando falamos da torcida do Flamengo. A gente enche mesmo o Maracanã sozinho, fazer o quê se as outras torcidas não vão? Então, esse papo de renda, basta botar o Flamengo jogando com o Flamengo, que o Maraca vai lotar. É preciso parar com essa palhaçada, pois houve um tempo que só a torcida do Vasco tentava rivalizar com a nossa no anel do Maraca. Hoje em dia, acho que desistiram, pois nem eles mais...
Então, os botafoguenses vinham com a conversa de que "agora é para valer", que "naquele jogo o Botafogo não entrou em campo"... Ora diabo, era uma ilusão de ótica ou aquele time de preto e branco eram os reservas do Flamengo? E como eu disse antes, ali tinha jogador que perdeu para o Fla nos dois últimos anos, será que os caras não têm sangue? Eles não iam entrar em campo com tudo para acabar de vez com essa história de vice? Desculpe, mas se você tem a chance de matar um bicho feroz e deixa ele viver, é porque você quer ser comido por ele...
E o Urubu é um bicho feroz!!!
Essa ave de rapina cruel e mortífera não dá chance à sua presa. Não sei se foram as mudanças climáticas planetárias, se foram as mudanças na cadeia alimentar, o Urubu se tornou um predador cruel que não perdoa suas presas. Azar de quem imagina que o Urubu vai dar moleza. Já basta o que aconteceu no ano passado. Aquilo foi além das medidas. O Urubu está de volta e não vai dar mais moleza. Já conquistou em definitivo o Estado do Rio de Janeiro, ruma para a conquista nacional. Depois, destronara o condor dos céus das Américas, para enfim derrubar a águia americana e se tornar o maior predador planetário. Guardem estas palavras e depois não digam que eu não avisei.
Mas o Botafogo teve a sua terceira chance. Irão dizer alguns que o time do Capitão Severiano (sim ele foi rebaixado desde que se passou de General Severiano a Marechal Hermes e nunca mais voltou a ser o mesmo) merecia este título pelo "belo futebol que praticou ao longo da competição"... Peraí... Quem foi a equipe que terminou a competição com o maior número de pontos ganhos? Não foi o Flamengo? Apenas o Vasco fez um campanha que rivalizaria com a nossa... Mas enfim, eles precisam se apegar a alguma coisa, dizer qualquer coisa para justificar a sua eterna fama de coitados, de sofredores... Essa sofrência alvinegra me cansa...
E fomos, mais uma vez para os penaltis. Como em 2007, que eles ficam chorando uma suposta "roubalheira"... Pombas, os caras erram os penaltis e foi o juiz quem roubou???
Mais uma vez o anjo da guarda rubro-negro, o super Bruno, pegou três penaltis. Um deles numa defesa extraordinária no tempo normal.
Os caras estavam tão desesperados para entregar este título para o Fla, que ao longo destes jogos fizeram três gols contra: dois de Emerson e um de Alessandro (a bola bate nele no chute do Kleberson). E ficam dizendo que mereceram? Mereceram o quê? Tirar o lugar de vice do Vasco, isso foi o que eles mereceram.
Então, muito obrigado a todos os nossos clientes por mais uma vez nos conceder a preferência.
Eu sou Penta Tri com muito orgulho!
Abraços a todos...
P.S.: Paradoxo ou superstição, durante as três finais deste Tricampeonato me encontrava em terra haitianas. Se há uma boa lembrança que levo do Haiti, estas são muitas, uma das mais fortes será este tricampeonato curtido neste auto-exílio profissional.
P.S. 2: "O mal do boi é pensar que o Urubu está morto!!!"
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