Tudo indica que Ronaldinho Gaúcho pode trocar o rubro-negro genérico do Milan pelo legítimo rubro-negro do Flamengo.
Como negócio ou jogada de marketing, acho que pode ser bom em retorno de imagem para o clube. Como jogador de futebol, tenho sérias dúvidas, apesar de achar que jogando pouco, como ele vem jogando, para o nível de nossas competições ele ain...da é acima da média. Como eu já disse por aqui. Se ele fizer metade do que pode como jogador, só nos passes precisos para gols e cobranças de falta, já terá valido a pena.
O problema será como administrar a vida do jogador na noite carioca. Mas lembro do velho Romário, que em campo resolvia, embora o time tenha vencido pouquíssimos títulos enquanto este foi jogador do clube.
Vamos esperar... Falou-se muito sobre o Adriano quando o Flamengo contratou-o e o retorno foi ótimo: fomos campeões brasileiros de forma inesperada (para os incrédulos, é claro, porque EU JÁ SABIA, rs).
As reações indignadas quanto ao fato do jogador ser "mercenário"...
E convenhamos, Assis mostrou a sua cara naquela ridícula entrevista coletiva com o Ronaldinho e o Galliani. Ele é quase uma espécie de tipo ideal do “empresário de futebol”. Vem administrando a carreira do irmão com algumas situações bastante esquisitas, como aquela que resultou em sua saída do Grêmio em 2001. O que os dirigentes do Grêmio esperavam agora? Que ele “se retratasse ou se redimisse com o clube”. Soou como uma cena patética de “gauchismo non sense” a entrevista dos dirigentes do Grêmio... Aqui não vai nenhum desrespeito com o sentimento nativista gaúcho, mas a cena que protagonizaram os dirigentes do Grêmio foi patética ao falar de “brinde com champanhe celebrando o contrato firmado”, parecia uma virgem enganada por um Don Juan com promessas de casamento, depois de ceder a sua pureza em um quarto de motel...
Poupem-me dessas bobagens, né? Depois do que o Ronaldo Fenômeno fez em 2008 com o Flamengo (até hoje agradeço, porque abriu espaço para a vinda do Adriano, muito mais efetivo para o Fla), tendo passado a sua recuperação física treinando no clube, que dizia ser o seu time do coração, alguém realmente espera que "declarações de amor eterno" tenham algum significado no mundo do futebol? Francamente...
Meio mundo sabia que o Ronaldinho Gaúcho, por mais traga em seu discurso essa historia de "voltar à seleção", queria morar em uma cidade com atrativos para além de jogar em um grande clube. E todos sabiam de sua disposição em mor...ar no Rio. Há uma chance de perder para São Paulo (Palmeiras ou Corinthians), mas Porto Alegre nunca foi conhecida pela sua animada vida noturna e a torcida do Grêmio não lhe daria paz. Assis, espertamente, levou o leilão aos seu limite máximo e conseguiu tudo o que queria: alguns otários que assumissem a multa recisória com o Milan (a Traffic e o Flamengo) e que bancassem um contrato milionário (a Traffic, no caso do Fla, a Olympikus e outros "parceiros")...
O contrato do Fla prevê royalties em venda de camisas... Ora, o Flamengo (daí a felicidade da Olympikus com esse tipo de contratação) é um dos maiores vendedores de camisas do país... Ou seja, Ronaldinho vai “encher a burra de dindin”, grande objetivo de seu irmão e empresário Assis... Pode ser até que ele não venha para o Fla, pois ainda não está nada "sacramentado", por assim dizer, mas se vier será um tremendo negócio para o jogador. O Flamengo ganha porque aumenta a sua cota em amistosos e pode (com o fechamento do Maracanã) levar o clube para jogar em outros estados ganhando com cotas fabulosas apenas por colocar em campo o Ronaldinho.
Há ainda o fato de que o Flamengo negocia o patrocinio em sua camisa para esta temporada, com o fim do contrato com a Batavo. A vinda de Ronaldinho, se já não estiver no pacote da nova negociação, vai elevar sensivelmente a cota de patrocínio do clube.
Como eu disse, pode até não ser bom para o futebol, mas é um tremendo negócio. Futebol? Quem se importa com isso?
Tomara que esse episódio encerre de vez com historias de amor à camisa e jogador jurando amor eterno a algum clube... Isso me lembra o hoje deputado Bebeto, craque campeão mundial em 1994, que jurou amor eterno e que era torcedor desde garotinho a pelo menos quatro grandes clubes do futebol brasileiro, não necessariamente nesta ordem: Vitória, Flamengo, Botafogo e Vasco...
Eu nunca vi o Zico beijar a camisa do Flamengo e nem o escudo do clube...
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